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Artigos - NOVIDADES DA TECNOLOGIA RFID

Boas perspectivas para a RFID em 2019

Por Edson Perin

12 de novembro de 2018 – Muita discussão e até desentendimentos marcaram as eleições de 2018, o que provocou um verdadeiro racha entre opiniões. Agora, depois de os ânimos se arrefecerem, alguns empresários já começam a falar sobre suas expectativas para 2019. Depois dos anúncios de membros da equipe do novo presidente da República, Jair Bolsonaro, um clima positivo e de ânimo voltou a rondar o mercado de identificação por radiofrequência (RFID), como eu particularmente não via desde 2010.

Até 2013, o mercado ainda via com muita oportunidade positiva o andamento da economia brasileira, porque, provavelmente, poucos sabiam o que estava sendo gerado de erros na gestão da área econômica do governo federal. Um enorme rombo nas finanças estava sendo lentamente revelado e a inabilidade para solucionar o problema agravou os efeitos negativos que as contas públicas deficitárias sempre provocam.

Não estou aqui para apontar o que foi feito de errado na política econômica do governo do PT, até porque não sou especialista no assunto – sou apenas um observador. Além disso, não é o papel deste RFID Journal Brasil trabalhar a fundo neste contexto. O que posso garantir, depois de conversar com vários empresários no evento anual de premiação da GS1 Brasil, na semana passada, é que há novos contratos sendo fechados já neste final de ano.
O primeiro ponto positivo integra o cenário internacional da tecnologia. Ou seja, a RFID passou a ser reconhecida por mais empresas como um conjunto de soluções que permite aumentar eficiências, reduzir custos e incrementar receitas e a lucratividade das empresas, por meio de investimentos que não chegam a ser excessivamente altos em relação à brevidade e dimensão do ROI (retorno sobre o investimento).

Outro fator tem sido a percepção crescente de que não há Internet das Coisas (ou IoT, do inglês Internet of Things) sem que se utilizem os recursos da RFID, em seus vários sabores. Refiro-me, quando falo em sabores, à RFID passiva UHF e às outras tecnologias, como LF, HF, Bluetooth Low Energy (BLE), Near Field Communication (NFC) etc. Durante algum tempo, se confundiu análise de dados com IoT – porém, IoT depende da leitura de dados do mundo real sem interação humana, ou seja, automaticamente. E a parte de análise está algumas camadas acima da IoT.

Trocando em miúdos, 2019 vem aí com mais expectativas positivas do que com preocupações, que – aliás – estavam nos rondando a cada encerramento de calendário desde o final de 2013. Agora, devemos correr atrás do tempo perdido. E como tempo é dinheiro… já estou torcendo para os bons negócios nos animarem pelos próximos anos.

Avante!

Estudo de Caso: Multinova reduz em 60% o tempo para separar pedidos

Por Edson Perin

9 de novembro de 2018 – A fábrica de plásticos bolha Multinova substituiu a utilização de códigos de barras para rastrear bobinas de seus produtos assim que adotou uma solução de identificação por radiofrequência (RFID) da Akron, de Caxias do Sul (RS). A companhia também processa polietileno e polipropileno expandidos e se dedica à fabricação de mantas planas, placas, perfis, tubos, cantoneiras e redes.

A Multinova, com sede em Farroupilha (RS), teve ganhos de agilidade e confiança na separação de pedidos e na verificação pelo portal RFID, graças à eliminação do processo manual de bipagem. As filiais da Bahia, Santa Catarina e São Paulo também adotaram a tecnologia.

Bobinas são contadas e identificadas pelo portal RFID, antes de serem carregadas no caminhão (ao fundo)
Antes da RFID, os processos de separação de pedidos e de contagem de estoques eram realizados por meio de leitores de códigos de barras. Agora, com a contagem de estoques feita por RFID, não é mais necessário mover as pilhas de produtos estocados para ter acesso às etiquetas com códigos de barras, o que gerou agilidade.

Detalhe do portal, com as antenas RFID
O processo de separação de pedidos também não exige mais localizar a etiqueta de cada produto individualmente. Basta passar as bobinas de plásticos bolha pelo portal, o que permite contar várias unidades ao mesmo tempo, para realizar a verificação dos materiais separados para envio aos clientes.
Após os ajustes da implantação da RFID, o início das operações ocorrer em uma semana, o que foi considerado um procedimento tranquilo e com poucos desafios, ocorrendo dentro do previsto. Em seguida, começaram a ser medidos os primeiros resultados, como maior segurança no controle, agilidade no processo de contagem de estoque e separação de pedidos.

“A inovação e o aprendizado são marcas registradas da Multinova”, diz Paulo Roberto Feltrin, diretor industrial da Multinova. “Por este motivo, a equipe entendeu a mudança como um desafio importante para obter ganhos nos processos, e utilizar a tecnologia a nosso favor. Tivemos alguns retrabalhos quanto a etiquetagem de alguns itens. A grande contribuição partiu de nossa equipe de TI e da equipe envolvida no projeto, que trouxe o sistema até a unidade com uma parametrização perfeita. Assim que o sistema foi implantado começamos a utilizar”.
Por Edson Perin

9 de novembro de 2018 – A fábrica de plásticos bolha Multinova substituiu a utilização de códigos de barras para rastrear bobinas de seus produtos assim que adotou uma solução de identificação por radiofrequência (RFID) da Akron, de Caxias do Sul (RS). A companhia também processa polietileno e polipropileno expandidos e se dedica à fabricação de mantas planas, placas, perfis, tubos, cantoneiras e redes.

A Multinova, com sede em Farroupilha (RS), teve ganhos de agilidade e confiança na separação de pedidos e na verificação pelo portal RFID, graças à eliminação do processo manual de bipagem. As filiais da Bahia, Santa Catarina e São Paulo também adotaram a tecnologia.

Bobinas são contadas e identificadas pelo portal RFID, antes de serem carregadas no caminhão (ao fundo)
Antes da RFID, os processos de separação de pedidos e de contagem de estoques eram realizados por meio de leitores de códigos de barras. Agora, com a contagem de estoques feita por RFID, não é mais necessário mover as pilhas de produtos estocados para ter acesso às etiquetas com códigos de barras, o que gerou agilidade.

Detalhe do portal, com as antenas RFID
O processo de separação de pedidos também não exige mais localizar a etiqueta de cada produto individualmente. Basta passar as bobinas de plásticos bolha pelo portal, o que permite contar várias unidades ao mesmo tempo, para realizar a verificação dos materiais separados para envio aos clientes.
Após os ajustes da implantação da RFID, o início das operações ocorrer em uma semana, o que foi considerado um procedimento tranquilo e com poucos desafios, ocorrendo dentro do previsto. Em seguida, começaram a ser medidos os primeiros resultados, como maior segurança no controle, agilidade no processo de contagem de estoque e separação de pedidos.

“A inovação e o aprendizado são marcas registradas da Multinova”, diz Paulo Roberto Feltrin, diretor industrial da Multinova. “Por este motivo, a equipe entendeu a mudança como um desafio importante para obter ganhos nos processos, e utilizar a tecnologia a nosso favor. Tivemos alguns retrabalhos quanto a etiquetagem de alguns itens. A grande contribuição partiu de nossa equipe de TI e da equipe envolvida no projeto, que trouxe o sistema até a unidade com uma parametrização perfeita. Assim que o sistema foi implantado começamos a utilizar”.
As primeiras medições apontaram uma otimização de tempo e mão de obra, atingindo picos de 60% de redução de tempo. Assim, a empresa implantou a contagem de estoques por RFID em suas maiores unidades fabris, localizadas em Farroupilha e São Paulo. Com a tecnologia, houve ganhos de tempo e precisão na contagem, sem paradas de fábrica. Os próximos passos previstos são ampliar a utilização de lotes de produtos, agilizando ainda mais o processo de carga, bem como fomentar da tecnologia para que os clientes também possam utilizar a tecnologia RFID e obter benefícios.

Atualmente, após a realização da produção, cada produto é transferido para o estoque de produtos prontos, passando pelo portal RFID antes de ser armazenado. Depois, no momento do carregamento de entrega, cada produto passa pelo portal novamente para separação do pedido e faturamento da Nota Fiscal.

Notebook registra a contagem realizada por RFID
De acordo com Paula Germana, gerente de controladoria da Multinova-RS, a experiência da implantação foi positiva. “[O papel da Akron foi] transmitir as informações necessárias para que se pudesse ter um melhor entendimento do processo com RFID, viabilizar a aquisição e instalação dos equipamentos e sistemas necessários, treinamento e acompanhamento do início do processo. A parceria e o envolvimento de todos foram fundamentais para a implementação ocorrer de modo rápido e preciso, buscando sempre os melhores resultados”.
Segundo Paula, os processos manuais de bipagem de cada produto, pela etiqueta com códigos de barras, era um desafio muito grande, antes da RFID. “Em uma bobina fatiada existe uma etiqueta para cada fatia e o trabalho de separação dos produtos para carregamento se torna muito trabalhoso”, explica. “Com RFID, tivemos maior agilidade na separação pois com o portal a leitura ocorre de forma automática e precisa”.

Paulo Roberto Feltrin, da Multinova
Os leitores RFID [que não tiveram seus fabricantes revelados] estão instalados na entrada de materiais, na doca de recebimento e transferências e na doca da expedição. “Nas duas docas possuímos portais com leitores”, diz ela. A leitura é feita durante a passagem dos materiais pelo portal. “Utilizamos um notebook para acompanhar e conferir as quantidades repassadas por portal”.
O principal desafio para obter as leituras com exatidão foi isolar os portais – por estarem próximos do estoque, ocasionalmente realizavam a contagem de produtos fora da área desejada. “Utilizamos em torno de 20 mil tags RFID por mês na unidade de Santa Catarina”, exemplifica Paula, dizendo que são cerca de 100.000 por mês, na matriz do Rio Grande do Sul, onde as etiquetas são reaproveitadas nas transferências entre filiais.

100 milhões de razões para varejista usar RFID

Por Mark Roberti

7 de novembro de 2018 – Há poucas semanas, o RFID Journal realizou um webinar discutindo o uso de tecnologias de identificação por radiofrequência (RFID) no setor de varejo, intitulado How an End-to-End RFID Solutions Approach Has Reduced Risk and Accelerated Return on Investment (ROI) for Retailers Around the Globe [Como uma abordagem de soluções RFID de ponta a ponta reduziu o risco e acelerou o retorno do investimento (ROI) para varejistas em todo o mundo]. Um de nossos palestrantes foi Dean Frew, diretor de tecnologia e VP sênior de soluções de RFID do Grupo SML.

Dean mencionou, de passagem, que os varejistas usaram o software Clarity de sua empresa para contabilizar mais de 100 milhões de itens exclusivos em pouco mais de 2.300 lojas em uma única semana. Eu achava que a alegação era extraordinária, então pedi que ele esclarecesse, e descobri que eu o ouvi corretamente. De fato, Dean disse que os funcionários nem precisavam gastar todo o seu dia contando estoque – na maioria dos casos, as lojas davam a um ou dois trabalhadores leitores RFID de mão e passavam apenas uma hora ou duas realizando contagens de estoque.

O Auburn University RFID Lab descobriu, durante os estudos de tempo e movimento realizados em várias lojas, que os membros da equipe podem digitalizar aproximadamente 650 códigos de barras por hora. Nesse ritmo, seriam necessárias 154.000 horas para ler 100 milhões de códigos de barras. Há 168 horas em uma semana, então levaria 15 funcionários 183 semanas (quase quatro anos) cada para fazer um inventário de 100 milhões de itens únicos, presumindo que cinco trabalhadores estivessem examinando três turnos por dia – e a taxa de precisão seria muito menor do que com o RFID, porque o pessoal perderia alguns itens e ficaria cansado depois de algumas horas de varredura.
Isso representa um enorme salto na produtividade, mas o benefício para os varejistas não é apenas uma redução nos custos de inventário. A maioria dos varejistas não conta o estoque diariamente ou até mesmo semanalmente; com códigos de barras, é muito caro fazer isso. Eles normalmente realizam contagens de inventário duas vezes por ano, razão pela qual a precisão do estoque na maioria das lojas é de apenas 65%. Com o RFID, os varejistas estão alcançando taxas de acerto de estoque de 95% a 98%.

O benefício real para os varejistas é a capacidade de capturar dados precisos em tempo quase real de maneira econômica. Isso permite que eles tenham itens em estoque quando os clientes desejam comprá-los e permite que eles comprem on-line, BOPIS (Pick-in-Store), SFS (Ship-from-Store) e assim por diante. Ele também fornece os dados necessários para análises e futuros sistemas de inteligência artificial.

Dean mencionou que uma grande porcentagem das leituras de RFID realizadas a cada semana acontecem em lojas em toda a Europa. É interessante que os europeus parecem entender a enorme vantagem que o RFID oferece. Eles estão adotando uma abordagem simples, usando handhelds para capturar os dados de que precisam para aumentar a precisão do inventário.

Infelizmente, os CEOs das redes varejistas americanas têm sido muito mais lentos em entender o significado do enorme valor que o RFID pode trazer. Alguns podem estar se atolando em tentar fazer tudo de uma vez. Instalar leitores na parte de trás de uma loja, na frente de uma loja, no ponto de venda e na porta entre a área de vendas e a sala dos fundos cria uma solução robusta, mas os varejistas dos EUA podem estar em melhor situação seguindo a abordagem européia— ganhando a maioria dos benefícios do uso de computadores de mão e deixando as outras partes do sistema para mais tarde. Os CEOs tendem a se sentir melhor quando vêem um retorno rápido do investimento. Isso torna mais fácil investir na construção do sistema ao longo do tempo.

McDonald’s recebe pagamento por Sem Parar

Por Edson Perin

6 de novembro de 2018 – A rede de lanchonetes McDonald’s passou a receber pagamentos por identificação por radiofrequência (RFID) no Brasil, utilizando o sistema do Sem Parar, conhecido pelo pagamento de pedágios. A iniciativa pioneira no segmento visa a dar mais conveniência ao cliente, permitindo a utilização do sistema como meio de pagamento em todo o país.

Assim, os clientes do McDonald’s que utilizam o Drive-Thru passam a contar com a comodidade, utilizando o Sem Parar para o pagamento das suas refeições, tornando a compra sem sair do carro mais conveniente e confortável, sem ter de tocar na carteira.

McDonald’s: pagamento sem sair do carro e sem pegar na carteira, com Sem Parar
A iniciativa prevê a instalação do sistema, nos próximos meses, em todas as unidades da rede que possuem Drive-Thru. “Estamos muito felizes com essa parceria, porque ela amplia a conveniência para o cliente, que é nosso principal foco. O consumidor pode escolher onde comprar e como pagar. Isso dá a ele uma experiência de consumo consistente”, afirma Paulo Camargo, presidente da divisão Brasil da Arcos Dourados, maior franquia independente do McDonald’s no mundo e que administra a marca em 20 países da América Latina e Caribe.
A implantação está a cargo da Fleetcor Technologies, que desenvolve soluções para pagamentos em todos os continentes e adotou uma estratégica que chama de “Além do Pedágio”, construindo redes de pagamentos por RFID em estacionamentos, postos de combustível e outros estabelecimentos.

“Desenvolvemos no Brasil uma tecnologia de pagamento inédita no mundo para oferecer conveniência máxima aos clientes. No momento em que o dinheiro e o cartão estão sendo trocados por aparelhos celulares e aplicativos, o Sem Parar deu um passo além e criou o pagamento por voz. Basta o cliente dizer ‘vou pagar com o Sem Parar’ e pronto, a conta está paga!”, diz Fernando Yunes, presidente da Sem Parar.
lém de tornar a experiência do consumidor mais fluída, o acordo é estratégico para as duas empresas, líderes e referências em seus setores. Para a Sem Parar, marca a entrada em um novo segmento de mercado e com isso amplia o portfólio de soluções urbanas para os seus mais de 5,5 milhões de clientes.

Fernando Yunes, da Sem Parar
No caso do McDonald’s, gera comodidade única aos clientes e maior velocidade na operação de Drive-Thru, além de ampliar a percepção positiva e inovadora de seus consumidores sobre o atendimento.
“Estamos muito satisfeitos em firmar essa parceria como McDonald’s. Com ela, vamos melhorar a vida dos nossos clientes na maior rede de serviço rápido do mundo. Nascemos no Pedágio, estamos crescendo rápido em estacionamentos de shoppings, aeroportos, clubes, hotéis, hospitais, escolas, entramos em postos de gasolina e agora estamos inaugurando a solução em Drive-Thru. Vamos facilitar ao máximo a vida dos nossos clientes, em mais e mais momentos do seu dia a dia”, conclui Yunes.

Na semana passada, a Sem Parar já havia anunciado um acordo semelhante com a rede de estacionamentos Estapar, o que deverá atingir 1.000 estabelecimentos até o primeiro trimestre de 2019.

Número de empresas inteligentes dobra em 2018

Por Edson Perin
5 de novembro de 2018 – A Zebra Technologies, uma das maiores empresas mundiais de tecnologia para Internet das Coisas (ou IoT, do inglês Internet of Things), divulgou os resultados da segunda edição de seu estudo anual “Índice de Inteligência Empresarial”. A pesquisa global mede o quanto as empresas estão se tornando inteligentes. Ou seja, como conectam o mundo físico ao digital para impulsionar a inovação por meio de decisões em tempo real, ambientes baseados em dados e fluxos móveis de trabalho colaborativo.

Neste ano, o número de empresas que se enquadram na categoria “inteligente”, com mais de 75 pontos no índice geral, dobrou em relação a 2017. O estudo mensura até que ponto as empresas atendem critérios que definem uma empresa inteligente. Em geral, o índice apresenta um aumento anual no investimento e na implantação da IoT. Hoje as empresas esperam menor resistência à adoção da tecnologia e um aumento em reconhecer os benefícios das soluções de IoT como um componente central para impulsionar o crescimento futuro de suas organizações.

Tabela mostra variação do índice de inteligência empresarial
A pesquisa foi realizada online do dia 6 de agosto a 14 de setembro de 2018, em uma ampla variedade de segmentos, incluindo saúde, manufatura, varejo, transporte e logística. No total, 918 tomadores de decisão de Tecnologia da Informação (TI) foram entrevistados em nove países: Estados Unidos, Grã-Bretanha, França, Alemanha, México, Brasil, China, Índia e Japão.
A empresa inteligente foi definida pelas soluções tecnológicas utilizadas, como computação em nuvem, mobilidade e IoT para detectar automaticamente as informações sobre os seus ativos. Os dados operacionais desses ativos, incluindo status, localização, uso ou preferências, são analisados para fornecer informações úteis, que podem ser enviadas à pessoa certa no momento certo, para que possam agir, tornando-se um guia para tomar melhores decisões, em qualquer lugar e a qualquer hora.

O investimento em IoT aumenta e a resistência à adoção diminui. O índice revela que, para as empresas pesquisadas, o investimento médio anual em IoT aumentou 4% em todo o mundo e 86% deles esperam que esse número cresça em um ou dois anos, prevendo um aumento de aproximadamente 11% a 20%.

À medida que os trabalhadores se tornam mais receptivos às novas tecnologias, o número de empresas que sentem alguma resistência em relação ao progresso de seus planos de IoT caiu de 75% para 64% em relação a 2017. No caso da América Latina, 91% das empresas participantes do estudo têm expectativa de crescimento do investimento em IoT no mesmo nível e 76% esperam uma diminuição na resistência.
As empresas estão capturando sua vantagem competitiva com iniciativas em tempo real. Assim, 52% das organizações em todo o mundo e 50% na América Latina dizem compartilhar as informações obtidas de suas soluções de IoT com seus funcionários em tempo real ou quase em tempo real. Isso representa um aumento próximo de 37% em relação à pesquisa de 2017, o que demonstra a crescente necessidade de fluxos de trabalho colaborativos móveis.

Além disso, quase três quartos (72%) das empresas latino-americanas pesquisadas, estabeleceram um plano para organizar e analisar dados. Fatores como a análise de informações em tempo real e a segurança foram relatados como os elementos mais importantes para o plano de gerenciamento de dados de uma empresa, com 71% e 75%, respectivamente.

Vanderlei Ferreira, da Zebra Brasil
“Como a tecnologia continua a transformar os negócios, a orientação oferecida pela disponibilidade de dados em tempo real, no âmbito das operações, capacita melhor os trabalhadores da primeira linha, com as informações corretas, de forma a otimizar ações e resultados”, diz Vanderlei Ferreira, diretor de vendas da Zebra Brasil. “Com base em nosso segundo índice de inteligência, fica claro que as empresas já reconhecem o valor de aproveitar estratégias que se alavancam no IoT e continuarão motivando seu investimento e adoção no futuro”.
Segurança é a prioridade mais importante para as empresas, que estão adotando uma abordagem muito mais proativa e abrangente quando se trata de padrões de segurança em suas soluções de IoT. O estudo revelou um aumento de 18% no número de empresas que constantemente monitoram a segurança de sua IoT para garantir privacidade e integridade em seus negócios. Para a América Latina, esse número aumentou em 16%.

As empresas estão demonstrando maior confiança nos ecossistemas de soluções: 40% das empresas no mundo relataram usar um parceiro estratégico para gerenciar todo o seu ecossistema de IoT, crescendo 7% em relação ao ano passado. Na América Latina, esse número também aumentou para 31% das empresas que possuem um provedor que as apoia na gestão. Essa dependência dos especialistas em gerenciamento de processos da IoT, como a plataforma Savanna da Zebra, é um indicador importante do compromisso de uma empresa em acelerar sua inteligência de dados e adotar um sistema IoT.

Onze métricas foram usadas para entender onde as empresas estão no caminho de se tornarem “inteligentes”: visão de IoT, compromisso do negócio, relacionamento com parceiros especialistas em soluções tecnológicas, plano de adoção, plano de gerenciamento de mudanças, aplicação, padrões de segurança, plano de ciclo de vida, arquitetura e infraestrutura, plano inteligente e análise de dados.

Os critérios foram definidos por executivos, especialistas do setor e formuladores de políticas nos diferentes setores de negócios no Simpósio de Inovação Estratégica 2016: A Empresa Inteligente, organizado pela Zebra em colaboração com o Centro de Tecnologia e Empreendedorismo de Harvard (TECH).

Embratel lança IoT para gestão na área de saúde

Por Edson Perin

30 de outubro de 2018 – A operadora de telefonia Embratel anunciou o desenvolvimento de soluções de Internet das Coisas (ou IoT, do inglês Internet of Things) para monitorar a qualidade de medicamentos em farmácias. As soluções são produzidas em parceria com as empresas Fibo, Sierra Wireless, Konker e Bunker.

A primeira solução é um sistema que permite monitoramento automático de temperatura e umidade dos medicamentos, um requisito da Anvisa, a agência nacional de saúde, para que seja utilizada em qualquer farmácia. Atualmente o monitoramento é feito manualmente, pelo menos três vezes por dia para cada sensor – uma farmácia tem em média de três a quatro sensores.

Elisabete Couto, da Embratel
Elisabete Couto, diretora de IoT da Embratel, diz que uma segunda solução se refere a um conservador de vacinas conectado, que também precisa ser monitorado para garantir a qualidade dos produtos que armazena. “Para as soluções mencionadas, a Embratel/Claro [A Claro é a parceira de telefonia móvel da Embratel] será provedora de conectividade NB-IoT”, esclarece Elisabete. “A Konker fornece a plataforma IoT, a Bunker é fabricante dos conservadores de vacinas, a Sierra Wireless é fabricante dos módulos de comunicação NB-IoT e a Fibo é provedora da aplicação de monitoramento e controle das temperaturas”.
De acordo com a diretora da Embratel, com esse sistema as medições das condições ambientais da loja, como temperatura e umidade, são coletadas e registradas automaticamente, evitando esquecimentos ou erros humanos no registro das medições. “[A solução] também envia alertas e notificações caso thresholds previamente programados sejam atingidos, por exemplo, temperatura acima de 27ºC ou umidade abaixo de 30%”.

Ambos os sistemas usarão padrão de comunicação NB-IOT – Cat-M1, que a Embratel garante conectar um grande número de sensores a um custo baixo. A solução funciona como “plug-and-play” [conecte e use, em inglês], sendo que o cliente precisa apenas ligar o equipamento na tomada para ter acesso imediato aos dados gerados. “Os projetos utilizam tags equipadas com sensores de temperatura e umidade, que transmitem as informações, por meio de uma rede mesh local, para um gateway de comunicação localizado na farmácia”, explica Elisabete.
Começando pelo Controle de Condições Ambientais, os sensores de temperatura e umidade são distribuídos em pontos estratégicos das farmácias. Esses sensores, por meio de uma rede mesh local, enviam as informações para um gateway de comunicação dentro da farmácia, que faz o uplink dos dados para a internet, por meio da rede NB-IoT da Embratel/Claro.

Em seguida, os dados são armazenados no banco de dados da aplicação, que fica disponível para acesso online pelo proprietário da farmácia. Nessa aplicação, é possível acompanhar o histórico das medições e alarmes, extração de relatórios, acompanhamento do funcionamento dos dispositivos, entre outras informações.

Já o Conservador de Vacinas, junto com seus sistemas de controle de temperatura, possui um módulo de comunicação, que faz o uplink dos dados para a Internet, por meio da rede NB-IoT da Embratel/Claro. De forma similar ao Controle de Condições Ambientais, as informações são enviadas para uma aplicação, que permite ao proprietário da farmácia acessar online as medições, relatórios e alertas.

“No caso do Conservador de Vacinas, o sistema permitirá um monitoramento contínuo de temperatura e umidade, e será capaz de sinalizar defeitos de funcionamento, porta aberta e parada de energia elétrica”, nota Elisabete. “Com essa abordagem, os clientes conseguem eliminar etapas custosas de instalação de infraestrutura de rede ou WiFi e reduzir o tempo da equipe necessário para monitorar o equipamento, melhorando a qualidade da atividade e minimizado o risco de descarte necessário de produtos de alto valor agregado, como as vacinas”.

O conservador com a tecnologia embarcada está em fase de ensaios para certificação pela Anatel e InMetro. “Uma vez certificado, as farmácias poderão dispensar registros manuais de temperatura e umidade, tornando a sua relação com o órgão regulador mais previsível e menos onerosa”, prevê.

Segundo a executiva da Embratel, o processo de desenvolvimento de soluções de IoT na companhia acontece em várias etapas com empresas parceiras até chegar a uma solução ideal para o cliente. “Por isso, estamos seguros que as ofertas da Embratel são as melhores do mercado”, diz Elisabete. Para ela, somente com esse formato é possível trabalhar nas quatro camadas da Internet das Coisas – dispositivos, conexão, integração e aplicações – e atender integralmente às demandas dos clientes.
Começando pelo Controle de Condições Ambientais, os sensores de temperatura e umidade são distribuídos em pontos estratégicos das farmácias. Esses sensores, por meio de uma rede mesh local, enviam as informações para um gateway de comunicação dentro da farmácia, que faz o uplink dos dados para a internet, por meio da rede NB-IoT da Embratel/Claro.

Em seguida, os dados são armazenados no banco de dados da aplicação, que fica disponível para acesso online pelo proprietário da farmácia. Nessa aplicação, é possível acompanhar o histórico das medições e alarmes, extração de relatórios, acompanhamento do funcionamento dos dispositivos, entre outras informações.

Já o Conservador de Vacinas, junto com seus sistemas de controle de temperatura, possui um módulo de comunicação, que faz o uplink dos dados para a Internet, por meio da rede NB-IoT da Embratel/Claro. De forma similar ao Controle de Condições Ambientais, as informações são enviadas para uma aplicação, que permite ao proprietário da farmácia acessar online as medições, relatórios e alertas.

“No caso do Conservador de Vacinas, o sistema permitirá um monitoramento contínuo de temperatura e umidade, e será capaz de sinalizar defeitos de funcionamento, porta aberta e parada de energia elétrica”, nota Elisabete. “Com essa abordagem, os clientes conseguem eliminar etapas custosas de instalação de infraestrutura de rede ou WiFi e reduzir o tempo da equipe necessário para monitorar o equipamento, melhorando a qualidade da atividade e minimizado o risco de descarte necessário de produtos de alto valor agregado, como as vacinas”.

O conservador com a tecnologia embarcada está em fase de ensaios para certificação pela Anatel e InMetro. “Uma vez certificado, as farmácias poderão dispensar registros manuais de temperatura e umidade, tornando a sua relação com o órgão regulador mais previsível e menos onerosa”, prevê.

Segundo a executiva da Embratel, o processo de desenvolvimento de soluções de IoT na companhia acontece em várias etapas com empresas parceiras até chegar a uma solução ideal para o cliente. “Por isso, estamos seguros que as ofertas da Embratel são as melhores do mercado”, diz Elisabete. Para ela, somente com esse formato é possível trabalhar nas quatro camadas da Internet das Coisas – dispositivos, conexão, integração e aplicações – e atender integralmente às demandas dos clientes