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Artigos - NOVIDADES DA TECNOLOGIA RFID

Levi’s controla estoque com acerto próximo de 100%

Por Edson Perin

14 de junho de 2019 – O uso bem-sucedido de identificação por radiofrequência (RFID) pela subsidiária brasileira da Levi’s, marca norte-americana de jeans, camisas, camisetas, cintos, bonés e calçados, já se tornou um caso de sucesso internacional na própria companhia. Graças à RFID, a Levi’s brasileira controla os estoques de produtos em suas lojas próprias, com praticamente 100% de exatidão. O projeto traz resultados positivos desde o início da operação com etiquetas inteligentes, o que passou a ser feito no segundo semestre de 2017.

Quando o pedido é separado no Centro de Distribuição (CD), o pallet vai para a área responsável pela etiquetagem RFID. Após finalizar, as caixas passam pelo portal de conferência, para validar 100% da nota fiscal, e quando chega à loja, a loja confere 100% dos itens enviados com o leitor RFID. Na loja, um recebimento de 2.000 peças leva em média quatro minutos, com precisão. “Tínhamos um acerto de inventario nas lojas de aproximadamente 67% [antes da RFID]. Após 18 meses de uso de RFID, esse número subiu para 99,78%”, afirma Rui Araújo Silva, diretor geral da Levi’s no país.

Rui Araújo Silva, da Levi’s
A Levi’s Brasil resolveu testar a solução de RFID inicialmente em 16 lojas próprias, de um total de 78 pontos de venda no país. A decisão se deveu, principalmente, ao uso de um mesmo sistema eletrônico de gestão (ERP) nestes estabelecimentos, já que as outras 62 lojas que vendem produtos da companhia utilizam 12 ERPs diferentes. O inventário de loja, que era feito uma vez por ano, em 12 horas e com 10 pessoas, passou a ser realizado, com tags RFID, uma vez por mês, em três horas e com duas pessoas.
A implantação RFID da Levi’s Brasil segue o padrão passivo EPC UHF, da GS1, gerado a partir do código UPC padronizado pela Levi’s internacional, que é utilizado tanto nas filiais do Brasil como nas parceiras de outros países. “A vantagem é que, ao ler o código, fazendo a conversão reversa, qualquer filial da companhia pode entender que se trata do UPC global, com o qual já estão habituadas as trabalhar”, Sérgio Gambim, CEO da iTag, empresa responsável pela implantação da RFID na companhia multinacional.

A primeira prova de fogo da solução ocorreu no final de semana da Black Friday, no ano de 2017, quando a empresa computou 56% de aumento nas vendas em relação a 2016. O resultado se deveu a diversos fatores, incluindo o uso de RFID, de acordo com Silva. “Não podemos dizer que o bom resultado foi todo graças à RFID, mas sabemos que a tecnologia foi muito importante na conquista deste primeiro desempenho positivo após a sua implantação”.
“Uma coisa é certa: a capacidade de repor peças nas prateleiras com facilidade e velocidade foi um dos elementos determinantes deste crescimento de vendas em nossas lojas. Só não sabemos precisar o quanto foi graças à RFID especificamente”, argumentou Silva em sua primeira entrevista ao RFID Journal Brasil. Para ele, implantar RFID foi uma experiência positiva para a Levi’s. “Adaptar nosso sistema para a chegada da RFID e convencer as pessoas de que este era o melhor para a empresa, uma mudança cultural, foi um desafio”.

Com a RFID, foi possível atender os clientes com maior eficiência, diz Silva, afirmando que a meta é que toda mercaria venha de fábrica com tags RFID, para alcançar 100% de acuracidade no recebimento. Os chips em uso são Impinj Monza R6, encapsulados pela iTag em suas etiquetas inteligentes. “As etiquetas RFID, em casos de troca ou cancelamentos de pedidos, são mantidas e reaproveitadas”, explica Gambim.

Jeff July, da Levi’s
“Acertar os modelos de tag e de equipamentos de leitura, com o melhor custo benefício e que melhor nos atendiam, foi um grande desafio”, explica Silva, adicionando que as tags foram colocadas em todas as mercadorias vendidas no país, sendo uma parte desta mercadoria produzida localmente – cerca de 20% – e o restante importado de parceiros do exterior.
A RFID na Levi’s envolve uma equipe de profissionais em diversas áreas, como controladoria, tecnologia da informação, infraestrutura e gerência de varejo. “O time é sócio do projeto”, diz Silva, para quem a identificação por radiofrequência se tornou uma realidade sem volta. “[Antes da RFID], não havia conferência de recebimento nas lojas e não tinha conferência de saída no CD [Centro de Distribuição]. Agora, 100% da mercadoria é conferida”.

A tecnologia está sendo utilizada para rastrear produtos desde quando são recebidos no CD, o que envolve em seguida a finalização dos “pedidos de compra”, transferência, conferência dos volumes lacrados (item versus Nota Fiscal), envio para as lojas, onde ocorre a conferência final no recebimento. A tecnologia também está sendo empregada nos processos de venda e inventário, além da solução antifurto.
No CD, onde ocorrem a impressão das etiquetas, o recebimento das mercadorias e a finalização dos pedidos de compra, também se realizam o faturamento dos pedidos de venda para as franquias multimarcas e a transferência para as lojas próprias. Em seguida, conferem-se os volumes lacrados, comparando os itens empacotados e a nota fiscal das mercadorias. Com as tags inseridas em todos os produtos, a RFID facilita, logicamente, o controle de inventário e a localização de mercadorias.

O checkout nos caixas de pagamento também utiliza a identificação por radiofrequência para realizar as vendas, dar baixa automática dos itens comercializados no estoque e também para impedir a passagem de produtos furtados pelo portal de saída. Todas as tags estão adequadas ao padrão GS1. “Nos produtos da Levi’s utiliza-se codificação SGTIN-96/EPC Gen 2. Será utilizado também o padrão SSCC com DataMatrix GS1 para a cadeia logística dos volumes. E o EPCI’S para fluxo de informações entre toda a rede”, diz Gambim, da iTag.

Jefferson de Paulo, da Levi’s
O processo de impressão das etiquetas ocorre no CD, após a conferência dos produtos que são recebidos da Levi’s do México ou impressos pela produção no Brasil. Para realizar as impressões, o middleware iTag Iprint verifica a quantidade de itens e aciona a impressora SATO CL4NX, que produz as etiquetas seguindo o padrão GS1. Os produtos etiquetados são armazenados em caixas lacradas e são validados no portal RFID de entrada de mercadoria, para depois seguirem ao estoque onde, posteriormente, serão enviados às lojas pelo processo de picking.
Assim que o CD recebe a solicitação de transferência para as lojas, o processo de picking é realizado com as caixas que embalam os produtos a serem transferidos. Uma leitura RFID é realizada no portal de saída de mercadorias após o processo de picking. O software iTag Alert 2.0 é alimentado com as informações de transferência com os produtos a serem expedidos. Finalizado o processo de expedição, a caixa é lacrada e lida novamente auditando cada item com a nota fiscal. No momento de chegada na loja, o processo de ler a caixa lacrada garante a acuracidade dos itens lidos, lacrados no CD.

Para a contagem massiva ou parcial das mercadorias estocadas, a Levi’s utiliza 20 unidades do leitor RFD 8500i da Zebra Technologies, vinculado ao aplicativo para celular Android iTag Alert. Assim, o operador realiza a leitura pelo coletor e obtém os resultados direto no aplicativo, com informações sobre o inventário total ou parcial dos produtos, FIFO (First In, First Out), ruptura, e localização de cada item.
Nas lojas da Levi’s, os produtos etiquetados ficam expostos na área de vendas. Quando o cliente finaliza sua compra, segue para o caixa onde todo o processo de venda será realizado pelo iTag Monitor integrado ao ERP da Levi’s.

Harald Wold, da Levi’s
Para validar o controle dos produtos furtados na loja, no momento do faturamento dos produtos, o software iTag Anti-Furto 2.0 valida o faturamento dos itens gravando o número de nota fiscal de saída. Caso um item não tenha sido faturado e não conste a nota fiscal de saída, o software acusará na saída do cliente da loja por meio do tablet com o iTag Alert, que será utilizado pelo gerente da loja.
Para que a Levi’s possa auxiliar seus lojistas no controle dos estoques, no momento do faturamento todo código de produto é enviado para a bolha EPCI’S da Levi’s para o CNPJ faturado. Com isso, o auditor Levi’s, em posse de um leitor RFID Zebra 8500 vinculado a aplicação Android iTag Alert e sincronizado com o EPCI’S, terá a visão da mercadoria exposta na área de vendas e no estoque.

Sérgio Gambim, da iTag
Para o check-out de produtos, são usados os leitores de mesa RFID UHF Identix rPad, que têm antena integrada de polarização circular, o que reduz o custo de aquisição de hardware e facilita a implantação. O custo e o design tornam o rPad um dispositivo acessível para o comércio varejista, em especial nos segmentos de moda e calçados. “Quando usado em pontos de venda, o rPad permite realizar leitura de múltiplos itens em alta velocidade de maneira segura, rápida e eficiente, com redução do tempo de checkout”, explica Maurício Strasburg, CEO da Identix.
Para Gambim, da iTag, a realização deste projeto representa uma conquista especial. “É um grande orgulho para nós estar junto da Levi’s em um projeto de RFID. Afinal, foi a empresa que ditou regra no mercado, sendo a criadora da primeira calça jeans em 1853, quando Levi Strauss, alemão natural da Baviera, mudou-se para São Francisco, nos Estados Unidos, na era da corrida do ouro para abrir uma loja de tecidos”.

Como está a RFID na manufatura

Por RFID Journal Brasil

13 de junho de 2019 – As empresas de manufatura em vários setores estão empregando a identificação por radiofrequência (RFID) para obter benefícios em suas cadeias de suprimentos e em suas operações de fábrica. Com isso em mente, o RFID Journal realizou um evento virtual em 4 de junho de 2019, chamado RFID in Manufacturing. Este evento online explicou os benefícios que as principais empresas de manufatura estão alcançando utilizando a tecnologia.

As gravações arquivadas das apresentações estão agora disponíveis para visualização. Observe que você deve ser um Usuário Registrado ou um Membro Premium do RFID Journal para visualizar as gravações, pois será solicitado a digitar um endereço de e-mail e uma senha válidos antes de fazer isso – o registro é gratuito. Além disso, os PDFs das apresentações também estão disponíveis. Os palestrantes detêm os direitos autorais desses materiais, que estão sendo oferecidos apenas para referência pessoal dos espectadores e não devem ser reutilizados sem permissão.

Developing an RFID Strategy for Manufacturing
Palestrante: Mark Roberti, fundador e editor, RFID Journal
A RFID pode oferecer muitos benefícios aos fabricantes em muitas áreas diferentes, mas sem estratégias coerentes, as empresas geralmente acabam implantando a tecnologia aos poucos, apenas para descobrir que ela não atende às suas necessidades de longo prazo. Esta sessão explicou como criar uma estratégia de longo prazo que possa permitir que as empresas escolham tecnologias que atendam melhor às suas necessidades atuais em uma ampla variedade de aplicativos, bem como priorizar projetos no curto prazo.
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Smart Manufacturing: Identification and Sensing Technologies Driving the Industrial 4.0 Revolution
Palestrante: Jason Herro, Practice Director of Manufacturing, HID Global
Diversos elementos são essenciais para o sucesso das organizações de manufatura inteligentes: identificar e localizar rapidamente os ativos, melhorar a visibilidade dos fluxos de trabalho e processos operacionais e aumentar a capacidade e a eficiência dos equipamentos. Durante esta sessão, os participantes aprenderam como a implementação de sistemas de identificação confiáveis usando transponders RFID e BLE pode reduzir significativamente o tempo e o custo necessários para gerenciar, monitorar e medir todo o ecossistema de fabricação com sistemas de ponta a ponta. As aplicações discutidas incluíam RFID embarcada para gerenciamento de ciclo de vida de consumíveis, estoque e cadeia de suprimentos, sistemas de localização em tempo real e condições e saúde do equipamento de monitoramento.
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RFID System Brings Visibility to Industrial Supply Chains
Palestrante: Andrew Johnson, CEO, ShelfAware
A O-Ring Sales & Service, uma distribuidora de O-rings e componentes especializados com sede em Kansas City, desenvolveu uma solução baseada em RFID para gerenciar o estoque de seus fabricantes industriais nas fábricas. O sistema, conhecido como ShelfAware, permite que o fornecedor e seus clientes rastreiem quais componentes estão no local a qualquer momento, através de uma etiqueta RFID em cada pacote do produto, bem como leitores na área de armazenamento para identificar quando as peças são consumidas. O sistema usa os dados de consumo para garantir que os produtos sejam reordenados automaticamente conforme necessário, além de ajudar o fabricante a entender seus níveis de estoque e reduzir os custos de mão de obra. Durante esta sessão, o CEO da empresa discutiu como a RFID desempenhou um papel crucial no desenvolvimento de seus sistemas de Internet of Thing.
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Próximo evento virtual do RFID Journal será o RFID in Harsh Environments 2019 (RFID em ambientes agressivos), que será realizado em 24 de setembro de 2019. Os eventos virtuais da empresa são apresentados por especialistas no assunto e líderes que apresentam as informações mais recentes sobre questões de negócios e tecnologia relacionadas ao uso de identificação por radiofrequência. Esses programas interativos ao vivo oferecem uma maneira conveniente de aprender como as empresas estão empregando o RFID para melhorar a maneira como fazem negócios e para que os apresentadores respondam a perguntas específicas. Além disso, o RFID Journal realizará o RFID Journal LIVE! Retail @ RetailX, de 25 a 27 de junho em Chicago, Illinois, bem como o RFID Journal LIVE! Europe em 13 de novembro em Londres, Inglaterra.

Embalagens inteligentes serão negócio de US$ 6 bi

Por Edson Perin

11 de junho de 2019 – Já se foi o tempo em que toda a tecnologia de uma embalagem estava no material no qual o produto era acondicionado. Devido ao excesso de lixo gerado no planeta, este aspecto da evolução das caixas, garrafas, bandejas e saquinhos continua em alta, com pesquisas sendo realizadas em agências como a A*STAR (Agency for Science, Technology and Research), de Cingapura, que procura materiais biodegradáveis para embalar sem poluir; mas já não é mais a estrela principal deste universo. Identificar os produtos, contar estoques, controlar validade e autenticidade, oferecer segurança contra roubos e furtos, além de garantir uma experiência agradável aos consumidores estão entre as metas mais atuais – e, sem dúvida, futuras.

Estima-se que o negócio de embalagens inteligentes chegará a US$ 6 bilhões, segundo o “The Future of Active and Intelligent Packaging to 2023”, da Smithers Pira, apresentado em um relatório da consultoria Deloitte sobre este mercado. O dado foi exposto ao público no evento da Active and Intelligent Packaging Industry Association (AIPIA), em New Jersey, nos Estados Unidos, de 3 a 4 de junho de 2019, que reuniu fornecedores de soluções e alguns compradores, sendo que entre estes últimos havia representantes de companhias do setor de papel. Na maioria das soluções havia algum tipo de identificação por radiofrequência (RFID), principalmente, Near Field Communication (NFC) e tags passivas de UHF. Também foram mostrados sistemas baseados em leitura de imagem e também híbridos, com RFID.

Reinaldo Villar, da HP, explica solução híbrida utilizada pela companhia, com RFID e smart packaging
A HP Brasil, por exemplo, foi expositora como usuária de smart packaging, mostrando seu case inovador premiado pelo RFID Journal Awards 2019, no RFID Journal LIVE!, em Phoenix, Arizona, nos Estados Unidos, entre 2 e 4 de abril de 2019. A companhia utiliza um sistema híbrido de RFID UHF, tecnologia que já utiliza há mais de 15 anos, em conjunto com embalagens impressas digitalmente com marcas d’água invisíveis aos olhos humanos.
“O projeto visa a implantar o que a HP chama de os três Cs: redução de Custos, melhoria da experiência do Cliente, e diminuição da pegada de Carbono”, diz Reinaldo Villar, Business Strategy Manager da HP, que apresentou o case no congresso da AIPIA, em New Jersey. A inovação da HP permitiu eliminar uma grande quantidade de papéis de instruções, CDs e manuais que costumavam ser incluídos dentro da caixa de um de seus modelos de impressoras, reduzindo brutalmente os itens que acabariam indo para o lixo na casa do consumidor. Com isso, a HP deixou de emitir 78 toneladas de carbono por ano.

“Esta impressão digital – ou digital printing – integra o trabalho artístico de design da embalagem, porém, sem interferir em seu layout ou na qualidade e aparência”, explica Villar, que acrescenta: “e, além disso, torna esta embalagem rastreável por toda a cadeia de valor”. A tecnologia de impressão digital pode ser aplicada individualmente em cada embalagem e, por isso, ser associada ao Código Eletrônico de Produto (EPC, da GS1), com as mesmas informações gravadas nas etiquetas RFID, o que permite identificar individualmente cada produto.
Na área de exposições deste summit da AIPIA, o uso de NFC, uma variação de RFID, para permitir aos clientes comprovar a autenticidade dos produtos estava presente em diversas soluções, sozinha ou em conjunto com outras tecnologias, além de outros sistemas independentes de tags. Uma dessas inovações sem chips, oferecida pela empresa Digimarc, está embasada no mesmo tipo de recurso encontrado nas caixas da impressora da HP, com marcas d’água impressas sobre as imagens da embalagem, sem prejudicar o seu layout. Segundo o executivo Mathew Okin, da Digimarc, por meio da modulação de pixels de uma imagem, pode-se criar um sinal reconhecível por um software, através de uma câmera convencional de celular, por exemplo, apenas por meio de um app.

Isto reduz o custo da aplicação, já que não é necessário adquirir equipamentos de leitura RFID e nem exige mudar processos para que sejam embutidas tags. Por outro lado, a acuracidade das leituras para fins de rastreabilidade não é tão precisa quanto permite a identificação por radiofrequência. O maior ganho fica por conta da utilização de uma câmera comum para ler os dados de um EPC, o que reduz custos e facilita o acesso a estas informações até mesmo pelos consumidores finais de um determinado produto.

Mathew Okin, da Digimarc: a modulação de pixels de uma imagem permite criar um sinal reconhecível por um app
Outra alternativa completamente isenta de chip utiliza as variações microscópicas da impressão dos códigos de barras de uma embalagem para outra, para diferenciar os produtos individualmente. “Como cada impressão de códigos de barras não fica exatamente igual à outra, temos como que impressões digitais que permitem dar uma identidade única para cada unidade de um mesmo produto”, explica Chris Martin, da Systech.
RFID Journal Brasil.
Eef de Ferrante, diretor executivo da AIPIA, explica que um novo setor (mercado) está nascendo com as novas tecnologias para identificar os produtos, contar estoques, controlar validade e autenticidade, oferecer segurança contra roubos e furtos, além de garantir uma experiência agradável aos consumidores. Segundo ele, as iniciativas de sustentabilidade – que as companhias estão cada vez mais promovendo para se adequar a regras de países e também às exigências de seus consumidores – estão entre os benefícios que estas tecnologias oferecem.

A importância dos dados para as companhias está crescendo com o avanço das novas tecnologias, blockchain e big data, explica de Ferrante. E isto impacta no que as marcas valem ou passarão a valer, além de modificar o relacionamento entre empresas, produtos e seus compradores.

Fábrica automotiva acelera processos via RFID

Por Claire Swedberg

10 de junho de 2019 – Fabricante de automóveis implanta tecnologia da MSM Solutions para aumentar a eficiência de seu processo de montagem. A empresa, que pediu para permanecer anônima, implantou a solução para ter visibilidade sobre a entrega de peças no chão de fábrica de seu local de montagem na América do Norte e, assim, garantir que as operações nunca fiquem atrasadas. Desde que o sistema foi inaugurado há dois anos, a empresa informa que foi capaz de identificar ineficiências nas operações, ganhar visibilidade em seu processo de reposição e reduzir o risco de atrasos.

O Sistema de Reabastecimento PortalTrack da MSM, projetado para o setor automotivo, garante que as operações de fabricação nas empresas automotivas nunca sejam atrasadas, diz Brett Wilkerson, gerente de desenvolvimento de negócios da MSM. A MSM Solutions é uma empresa de Memphis, Tennessee, que vende soluções baseadas em RFID e código de barras. O PortalTrack é um sistema personalizável que fornece visibilidade baseada em RFID em logística, manufatura e outros mercados desde 2005.

A fábrica de automóveis que implantou a tecnologia funciona o dia todo, todos os dias, diz Wilkerson. Disponibilizar peças conforme a necessidade é fundamental para garantir que o fluxo de trabalho nunca seja interrompido, por isso a empresa começou a usar o sistema de reabastecimento PortalTrack para garantir que seus componentes fluíssem para o chão de fábrica com eficiência. A empresa monta carros a uma taxa constante – até 40 ou 50 novos veículos a cada hora. “A precisão do inventário e os tempos de ciclo são primordiais nesta aplicação”, afirma Wilkerson. “O RFID permite a visibilidade em tempo real dessas operações de missão crítica”.

Para garantir que as peças estejam disponíveis para montagem de carros, a empresa enche racks com componentes, como para-choques, que transportam rebocadores automatizados da área de armazenamento para o chão de fábrica. No passado, o pessoal digitalizava os códigos de barras quando os racks eram carregados para o transporte. Papelada impressa também viajou com as mercadorias. No entanto, esse processo consumia tempo e nem sempre acontecia. O fabricante trabalhou com a MSM para criar uma solução personalizada, que foi levada ao ar em 2017. O desenvolvimento e a instalação do software foram realizados em cerca de 30 dias, diz Wilkerson.

Com o sistema PortalTrack, um único leitor é instalado com duas antenas Times-7, no teto em cada extremidade de um túnel que circula entre o armazém e o piso de montagem. Uma etiqueta RFID em metal Xerafy é anexada a cada um dos aproximadamente 1.000 racks nos quais as peças são carregadas. A tag realiza intervalos de leitura confiáveis de até 20 pés. No software baseado em nuvem do MSM, cada ID de tag é vinculado a dados sobre o componente armazenado nesse rack.

A empresa precisava que o sistema RFID operasse independentemente de sua própria rede interna. Portanto, os leitores são conectados em rede com uma conexão 4G LTE privada, permitindo que o sistema se comunique com a solução em nuvem do MSM. Quando o rebocador puxa os bastidores marcados para a área de montagem, ele passa pelos dois portais de leitura. Em cada um desses sites, o sistema lê os IDs de identificação RFID exclusivos dos racks e essas informações são enviadas pela rede privada 4G LTE, que vincula os dados ao software baseado em nuvem do MSM. O software pode, portanto, determinar quais peças estão sendo entregues para fabricação.

À medida que os racks vazios saem do local de fabricação, os tags RFID são lidos novamente e esse inventário é automaticamente deduzido do software. O software tem níveis predefinidos que indicam quais partes devem estar disponíveis no local de montagem, e cada número de peça tem um nível de estoque de destino que deve estar sempre à mão na fábrica.
Vários monitores de 60 polegadas, montados em toda a instalação, exibem um painel da contagem de estoque para que os indivíduos possam assistir aos números. No depósito, por exemplo, os trabalhadores que escolhem as peças para entrega no piso da montagem observam os monitores em busca de atualizações de status. Itens que precisam ser reabastecidos são listados lá; as peças ainda disponíveis para uso no chão de montagem aparecem em verde, enquanto as peças destacadas em vermelho indicam que o reabastecimento é de missão crítica.

O software também fornece dados históricos que podem ajudar a empresa a melhorar suas operações. Por exemplo, indica com que frequência os componentes são usados, com base no movimento dos racks, para que a empresa possa entender melhor quais partes são usadas com menos ou mais frequência.

“A solução permitiu que eles identificassem problemas em seus processos”, afirma Wilkerson. Por exemplo, a empresa descobriu que alguns componentes estavam sendo entregues ao local da montagem fora do canal esperado, portanto, não havia registro desses itens sendo recebidos na montagem. A empresa está agora testando um sistema baseado em fornecedores para rastrear contêineres que transportam componentes entre os fornecedores e a fábrica.

Selecione fornecedores de contêineres para a montadora agora estão começando a marcar seus produtos. A MSM Solutions está imprimindo e codificando tags conforme o fabricante as encomenda, e o fornecedor apõe as tags aos contenedores. O fabricante automobilístico poderá então ler essas etiquetas à medida que as sacolas cheguem cheias de componentes de fornecedores e deixem a instalação vazia.

Para este projeto, o software PortalTrack gerenciará a impressão, a codificação, a leitura e a análise para cerca de 500.000 contenedores de fornecedores que serão lidos nas portas das docas de recebimento dos fabricantes de automóveis. Cada tote é dedicado a um componente específico, de modo que, quando um determinado ID de tag de peça é vermelho, o sistema saberá qual produto está no contêiner.

O PortalTrack com software personalizável está disponível há 15 anos, diz Wilkerson, e vem com a tecnologia RFID desde 2005. Hoje em dia, acrescenta, a tecnologia gerencia milhões de transações diariamente.

Cidades inteligentes minimizam poluição

Por Mike Branch

7 de junho de 2019 – O tráfego pode ser tanto um problema quanto uma solução? Sim, e as razões para destacar como os dados de telemática permitem que as cidades minimizem a poluição, o impasse e os acidentes, maximizando o impacto de seus orçamentos de trânsito e infraestrutura.

As tendências demográficas estão preparadas para tornar o congestionamento do tráfego e a poluição ainda maiores do que são atualmente. Por exemplo, até 2050, prevê-se que 66 por cento da população mundial viva em áreas urbanas, em comparação com os 54 por cento de hoje. Mesmo se as cidades tivessem orçamentos de infraestrutura ilimitados – o que obviamente nunca serão -, expandir estradas e pontes ainda seria difícil e muitas vezes impossível, simplesmente porque o espaço é muito apertado. Mas, com dados de telemática, até mesmo as cidades que mais crescem podem manter o tráfego e os pulmões fluindo livremente. Veja como.

As cidades se tornam inteligentes aproveitando os dados da Internet das Coisas (IoT). Por exemplo, uma cidade grande normalmente terá centenas ou milhares de câmeras de tráfego, mas é proibitivo em termos de custo ter pessoal suficiente para monitorar todos os feeds. Assim, as câmeras de tráfego estão sendo cada vez mais atualizadas com análises para identificar interseções perigosas. Os funcionários ficarão de olho nos feeds das principais estradas e interseções, mas as análises monitorarão todo o resto.
No passado, as cidades contavam com relatórios de acidentes para identificar onde adicionar medianas, sinalizar faixas de pedestres ou restringir as restrições. Mas essa abordagem é fundamentalmente falha, porque as pessoas não relatam quase erros. Como resultado, as cidades não percebem que o tráfego ao redor de um cruzamento atingiu níveis perigosos – até que pedestres e veículos comecem a ser atingidos. Mas a análise pode identificar esses quase acidentes e alertar o departamento de transporte da cidade sobre as áreas problemáticas.

A telemática é um subconjunto da IoT que usa sensores montados em veículos, como GPS para localização. Por exemplo, muitas empresas de camionagem, serviços de táxis e outros proprietários de frotas possuem sensores para rastrear frenagens bruscas, excesso de velocidade e outras manobras, para que possam identificar motoristas que precisam de treinamento corretivo. Esses dados de telemática podem fornecer enormes insights úteis para cidades inteligentes também.
Por exemplo, se os veículos freiam com frequência em uma determinada área, isso pode indicar uma interseção que precisa de uma faixa de curva dedicada. Se eles estiverem dirigindo com frequência abaixo do limite de velocidade, isso pode indicar um trecho de estrada que requer uma faixa adicional. Ou, se eles estiverem circulando com frequência nos mesmos poucos quarteirões, isso pode indicar uma escassez crônica de estacionamento – e a necessidade de uma nova parada ou linha de transporte público se a adição de lotes de superfície ou de uma garagem não for viável.

Os dados de telemática podem incluir informações que nada têm a ver com o próprio veículo. Por exemplo, em Houston e outras cidades, o Environmental Defense Fund equipou os veículos com dispositivos IoT que monitoram qualidade do ar. A mesma abordagem poderia ser aplicada, por exemplo, em câmeras montadas em veículos que analisam o tráfego e interações com pedestres.

As frotas municipais, como caminhões de coleta de lixo, ônibus e veículos de resposta a emergências, são um lugar natural para começar, porque muitas vezes já possuem sistemas de telemática. Como o exemplo da câmera de trânsito, a aplicação de ferramentas de análise à telemática permite que esses investimentos existentes cumpram o dobro do dever.

Os dados de telemática da frota municipal podem ser aumentados com informações de outras frotas públicas e privadas para insights adicionais e mais profundos. Por exemplo, os proprietários de frotas comerciais podem estar dispostos a compartilhar versões anônimas de seus dados de telemática se acreditarem que isso levará a uma menor produtividade de combustível e de motorista desperdiçada em engarrafamentos de trânsito. Outra fonte é o Serviço Postal dos EUA, que quer compartilhar seus dados de telemática com cidades inteligentes. Seus mais de 211.000 veículos são a maior frota civil do mundo, que percorreu 1,4 bilhão de milhas em 2018 .
o entanto, a pesquisa mostra que mesmo um pequeno número de veículos pode gerar enormes insights. Por exemplo, um estudo de setembro de 2018, realizado pelo Fundo de Defesa Ambiental e Geotab, analisou dados de telemática de mais de 1,25 milhões de veículos. O relatório constatou que apenas um punhado de veículos poderia fornecer à cidade informações detalhadas sobre a qualidade do ar. Entre as principais descobertas:

• Dados de apenas 10 veículos podem ser suficientes para mapear pelo menos 50% de uma cidade pequena ou média. Com 20 veículos, o valor salta para quase 80%.

• Mesmo uma frota pequena pode coletar muitos dados em um curto período de tempo. Vinte veículos poderiam fornecer dados para cerca de 65% de uma cidade em três meses. Em um único mês, 20 veículos poderiam atingir 45% de cobertura.

• Telemática pode ser significativamente menos dispendiosa e mais eficaz do que a IoT fixa. Por exemplo, uma análise de Washington, D.C., mostra que 50 veículos municipais equipados com sensores de qualidade do ar podem analisar 70% da geografia da cidade em seis meses. Também possui cinco monitores fixos de poluição do ar. Expandir a rede fixa para cobrir 70% da cidade seria proibitivamente caro, e o estudo com a EDF mostra que a qualidade do ar varia mesmo dentro dos quarteirões individuais.

Uma cidade é tão inteligente quanto os dados que coleta. Ao alavancar a telemática, as cidades inteligentes podem garantir que estão obtendo cada dólar, euro, iene e libra de valor de seus orçamentos limitados de trânsito e infraestrutura.

Mike Branch, VP de dados e análises da Geotab, lidera o trabalho de desenvolvimento de soluções que possibilitará insights de mais de 1,4 milhão de veículos conectados e 30 bilhões de registros de telemática que a Geotab processa diariamente. Mike juntou-se à equipe da Geotab em 2016, e antes disso ele era o CEO da Inovex, que criou a nova BI BI, uma plataforma para visualização de dados geoespaciais, em 2013. O Maps BI foi integrado na plataforma de telemática da Geotab como uma chave tornou-se parceiro da Geotab em 2016. Mike recebeu vários prêmios, incluindo o prêmio Arbor Award e Early Career da University of Toronto, o Young Engineer Award da Engineers Canada, Engineers Professional da Ontario Engineering Medal e a Cloud Innovation World Cup.

IoT conecta culturas agrícolas e pecuária

Por RFID Journal Brasil

4 de junho de 2019 – Até 2024, mais de dois milhões de fazendas e 36 milhões de bovinos estarão conectados, de acordo com a ABI Research, consultora de visão de mercado que fornece orientação estratégica em relação às tecnologias de transformação. O novo relatório de análise do aplicativo da empresa, intitulado “Transformação digital da agricultura – AgTech e agricultura”, discute a oportunidade da Internet of Things (IoT) no mercado agrícola, especificamente em termos de agricultura conectada em cultivos, plantações de árvores e pecuária.

Para plantações de árvores, a ABI reporta que o principal fator para a introdução da conectividade e da IoT não é apenas irrigar suficientemente, mas também limitar a aplicação de água em excesso para eficiência de uso e alinhar-se à regulamentação governamental. Para a pecuária, trata-se de coletar dados relacionados à saúde dos animais, incluindo atividades de parto, bem como seu paradeiro. Em todos os setores da agricultura, a empresa acrescenta, os benefícios são rendimentos melhorados, um produto de maior qualidade e maior percepção para os agricultores gerenciarem operações com mais eficiência.

“Os sistemas de alta tecnologia envolvendo drones são por vezes referenciados quando discutem o futuro da agricultura, mas a principal função de um drone é fornecer imagens aéreas de alto nível, incluindo análise estratégica de grandes áreas para fornecer análises sobre índices como o conteúdo de clorofila” disse Harriet Sumnall, analista de pesquisa da ABI Research, em uma declaração preparada. “Enquanto isso é útil, é demorado e pode faltar informações granulares. Os sistemas baseados em sensoriamento terrestre são mais perspicazes e econômicos para se concentrar apenas no monitoramento do solo sob as lavouras e no comportamento animal. É exatamente essa a informação dos agricultores. precisa mapear seu plano de ação para garantir o melhor rendimento”.

As tecnologias que impulsionarão a IoT na agricultura conectada, explica a ABI, dependerão fortemente de gateways e produtos de área ampla de baixa potência. A LoRa está cada vez mais encontrando preferência em soluções de fornecedores, particularmente para conexões de sensor a nó. O custo dos sistemas agrícolas conectados depende do número de sensores implementados, com as estratégias de preços dos fornecedores variando de uma única taxa inicial e uma assinatura inclusiva para uma plataforma de gerenciamento de dados (como com Sensoterra) sem nenhum custo inicial, mas um modelo somente para assinatura de dados (como acontece com a CropX). O primeiro pode ser melhor para grandes fazendas, observa a ABI, enquanto o segundo, para as menores.

“As razões para adotar a IoT na agricultura são universais – redução de custos, melhor produtividade e melhores margens de lucro – mas as solicitações específicas, em termos de prontidão para adotar, podem ser mais pragmáticas e localizadas”, acrescentou Sumnall na declaração preparada . “Por exemplo, na América do Norte, o clima político está se mostrando desafiador para a força de trabalho imigrante exigida pelo setor agrícola, e mais automação pode compensar essa falta de trabalho manual. E na Europa, os agricultores são notavelmente mais jovens do que em outras partes do mundo. e são mais naturalmente receptivos à adoção de novas tecnologias. Em geral, no entanto, há uma falta de educação entre os agricultores sobre os benefícios da agricultura conectada. Esta é uma questão vital que os fornecedores devem continuar ativos para remediar se a IoT agrícola é para ter sucesso “.