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Artigos - NOVIDADES DA TECNOLOGIA RFID

Aprendendo com a Marks & Spencer

Mark Roberti

O RFID Journal publicou seu primeiro artigo sobre o uso da tecnologia passiva de identificação por radiofrequência (RFID) UHF da Marks & Spencer em 2004. Naquela época, a M&S estava apenas identificando os artigos masculinos. A RFID UHF estava em sua infância, mas a varejista já havia rastreado bandejas de alimentos com a tecnologia passiva HF e viu benefícios em potencial ao implantar UHF passivo para gerenciar trajes e roupas casuais.

Com 15 anos de experiência, a empresa claramente aprendeu muito sobre as maneiras certas e erradas de utilizar RFID no varejo. É por isso que estou satisfeito que Richard Jenkins, chefe de prevenção de perdas, segurança e RFID da M&S, e Zara Adato, gerente de projetos do varejista para desenvolvimento estratégico de RFID, concordaram em falar no RFID Journal LIVE! Europa 2019, que ocorrerá em 13 de novembro em Londres, com treinamento para certificação do RFID Professional Institute, em 12 de novembro.

Richard falou em vários eventos do RFID Journal no passado. Ele é extremamente eloquente e está sempre disposto a compartilhar ideias importantes. Em um evento, ele mostrou um slide com uma representação visual da cadeia de suprimentos da M&S e revelou que sua equipe havia identificado cerca de 23 pontos em suas operações nas quais a RFID traria benefícios.

Mais importante, Richard recomendou não construir o business case para financiamento de um projeto de RFID. O retorno do investimento provavelmente seria enorme, explicou, e o conselho ficaria cético e provavelmente rejeitaria o financiamento. Ele recomendou desenvolver o business case para melhorar a disponibilidade das prateleiras nas lojas, o que leva a mais vendas pelo preço total ou quase total. Esse foi um excelente conselho, na minha opinião.

Uma vez perguntei a Richard por que ele compartilha suas ideias em eventos, e sua resposta mostra a sofisticação que a M&S traz para sua implantação de RFID. Ir aos eventos, disse, permite que ele compartilhe os problemas que vê com a comunidade de provedores de soluções, para que possam desenvolver produtos para resolver esses problemas. Richard também compartilha suas ideias, porque está aprendendo com o que os outros estão fazendo, faz sentido para ele falar sobre suas experiências também.

A varejista que utiliza RFID em suas operações há 15 anos compartilhará alguns de seus aprendizados no RFID Journal LIVE! Europa
Fachada de loja da Marks & Spencer
É claro que não está compartilhando as coisas mais importantes que a M&S está fazendo – coisas que geram vantagem competitiva -, mas o que pode compartilhar é extremamente valioso para quem inicia projetos de RFID, incluindo outros setores.

Algumas empresas estão cortando seus orçamentos de viagens, mas participar de um evento e aprender algo que pode economizar o dinheiro da empresa, evitando erros dispendiosos, é um negócio inteligente. Espero vê-lo no LIVE Europa e tenho certeza de que achará valiosas as palestras de Richard Jenkins e de outros.

Mark Roberti é o fundador e editor do RFID Journal.

McKinsey testa tecnologias para varejo

oP Journal

A McKinsey & Company, em colaboração com o Mall of America, um shopping localizado em Minnesota, Estados Unidos, anunciou o lançamento de uma espécie de laboratório de testes para novas tecnologias destinadas ao varejo. O chamado de Modern Retail Collective é um espaço para varejistas testarem dezenas de novas tecnologias.

O objetivo é determinar o que é possível realizar quando várias tecnologias, análises e operações de uma loja trabalham juntos para elevar as experiências dos clientes. Ao mesmo tempo, os compradores podem interagir com os varejistas de novas maneiras na loja e em vários canais.

Tecnologia NFC em uso com smartphone
O Modern Retail Collective será atualizado regularmente para reunir novas tecnologias, marcas e experiências para oferecer jornadas completas e imersivas de ponta a ponta para os clientes no que é considerado o maior centro de varejo e entretenimento da América do Norte.

A loja foi aberta ao público em 27 de setembro e apresentava quatro marcas de moda e beleza: Elevé Cosmetics, Kendra Scott, ThirdLove e Deodorant. Os participantes de tecnologia e consultoria incluem Chatter Research, Compass Marketing, ComQi, FaceCake, Farfetch, Flexa, Microsoft, MSM Solutions, Smartrac, Square, RetailNext e Zebra Technologies.

Até 2019, os compradores podem experimentar pontos de acesso móveis interativos em toda a loja, que oferecem acesso com um único toque aos detalhes do produto e que permitem que os clientes criem uma cesta virtual à medida que avançam.

Além disso, foram instalados espelhos inteligentes e software de previsão, que faz o teste virtual de produtos fora do provador. E ainda opções de pagamento mais rápidas, incluindo recursos móveis e de criptomoeda.

O Modern Retail Collective fornecerá informações para os varejistas que exploram oportunidades de repensar a loja por meio de novas experiências e tecnologias que melhorem a experiência do cliente e o desempenho geral da loja.

RFID ganha garoto propaganda da Havan

Edson Perin

As tecnologias de identificação por radiofrequência (RFID) acabam de ganhar um garoto propaganda de peso: Luciano Hang, CEO da Havan, a rede de lojas de departamentos que utiliza a Estátua da Liberdade em suas fachadas. Em um vídeo no Youtube, Hang mostra como as etiquetas funcionam e de que maneira emprestam inteligência digital para os negócios, reduzindo custos e aumentando eficiência.

Alexsandro Elói Venancio, executivo de RFID da Havan, responsável pelo desenvolvimento do projeto no Havan Labs, dará palestra sobre o caso de sucesso da companhia no evento da ABRFID, no dia 17 de outubro, no MIS (lei mais em Havan confirma palestra no evento da ABRFID ou inscreva-se gratuitamente clicando aqui). Três empresas brasileiras de RFID estão fornecendo tecnologia para a equipe da Havan, que desenvolveu o projeto internamente: a Ingaflex, a iTag e a SmartX.

Clique para assistir ao vídeo de Luciano Hang, CEO da Havan,
sobre os benefícios da RFID para os negócios
A Ingaflex oferece as tags rígidas para transporte de caixas. A iTag está entregando as etiquetas (ou tags) utilizadas pela Havan tanto para transporte de mercadorias, como para controle de produtos em estoque e vendas. Já a SmartX fornece os portais multilineares (leia mais em SmartX lança portais RFID multilineares) e a infra para leitura das tags.

Edson Perin, editor
Diferente das operações com Códigos de Barras, que exigem uma grande quantidade de operações manuais, o que custa caro e muitas vezes embutem muitos erros, a RFID oferece velocidade e exatidão nas leituras. Para se ter uma ideia, a RFID pode oferecer 100% de precisão nas contagens de produtos, enquanto os códigos de barras atingem, em média, algo em torno de 85%.

Hang mostra em seu vídeo como uma simples etiqueta de RFID – não tão simples assim, porque embute em seu interior um chip de alta tecnologia, do tamanho de uma ponta de agulha – consegue se comunicar com um interrogador (leitor) por meio de ondas UHF, neste caso, a distâncias de pouco mais de uma dezena de metros.

Este tipo de operação ajuda a autenticar a chegada das mercadorias corretas em poucos segundos e ainda garantir a distribuição para as lojas de modo eficiente. Assim, com menos erros e mais eficiência, os custos operacionais da Havan caem e a companhia se torna mais competitiva no mercado.

Outras companhias e mesmo a Havan podem se beneficiar da RFID mais e mais. A vantagem é que hoje os custos das operações mencionadas acima, de identificação e rastreamento, podem ser ainda mais viáveis e obter retornos sobre os investimentos (ROI) ainda maiores com outras atividades envolvendo a tecnologia.

Imagine, por exemplo, se um fabricante permitir que os seus clientes utilizem seus smartphones para conferir a autenticidade dos produtos que fabricam. Vamos imaginar, por exemplo, um fabricante de tênis ou um produtor de vinhos nobres. Ambos sofrem com falsificações e produtos comercializados no chamado “mercado cinza”.

Em ambos os casos, as companhias têm vantagens enormes se ajudarem seus clientes a distinguir os produtos falsificados dos originais. Além de combaterem o mercado cinza, estarão dando maiores benefícios aos seus consumidores.

Outra forma de ampliar o ROI é favorecer uma experiência melhorada ou mais sofisticada ao consumidor, garantindo serviços adicionais aos que já são oferecidos pelas empresas do mercado. A HP Brasil, por exemplo, descobriu um jeito novo de agradar os seus clientes compradores de impressoras. Um de seus modelos comercializados no Brasil eliminou toda a papelada e CDs que vinham dentro das caixas, substituindo-os por uma imagem codificada na embalagem do produto e um aplicativo que o cliente pode utilizar para obter informações online.

Além de eliminar uma grande quantidade de lixo, a HP conseguiu facilitar a compra de cartuchos por seus clientes e também trazer informações online, que antes se perdiam em manuais de papel na casa do comprador (leia mais em nosso arquivo do RFID Journal Brasil: Cliente HP terá experiência expandida ainda em 2019).

Assim, cada vez mais a alta tecnologia entra dentro das empresas e melhora as operações de diversos negócios, com mais eficiência e custos menores.

Edson Perin é editor do IoP Journal Brasil e fundador da Netpress Editora.

Pop-up store da Privalia funciona com RFID

A Privalia está oferecendo descontos de até 50% nos produtos que comercializa em sua loja física temporária (pop-up store), montada no bairro dos Jardins, em São Paulo (SP). Originalmente online, a Privalia trabalha com o conceito de outlet (loja de descontos), mas ficará quatro dias no mundo físico, experimentando o contato direto com os clientes, na avenida Europa, 394.

O que permitiu que a empresa pudesse montar a loja em uma semana foi a tecnologia de identificação por radiogfrequência (RFID) implantada pela iTag Tecnologia, que colocou tags em 80.000 mercadorias para serem vendidas no mundo físico. Só assim todos esses produtos puderam ser deslocados do Centro de Distribuição (CD), em Extrema-MG, para a loja no Jardim Europa, e ainda terem as vendas processadas rapidamente pelo check-out com RFID.

E mais: os produtos que não forem vendidos serão facilmente reintegrados ao estoque do CD, por meio da tecnologia.

O outlet online Privalia experimenta pop-up store no mundo físico, com check-out RFID
De acordo com Fernando Boscolo, country manager da Privalia no Brasil, a companhia trabalha atualmente com 11 milhões de consumidores cadastrados em seu site brasileiro e realiza 360 mil vendas por mês no país, o que representa um faturamento anual de R$ 1 bilhão.

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Fernando Boscolo, da Privalia
“É uma alegria poder ter esta aproximação física com os nossos compradores”, disse Boscolo, ressaltando que a iniciativa omnichannel é um teste que poderá se tornar uma atividade mais constante, dependendo de seus resultados.

A pop-up store da Privalia foi colocada em operação nesta quinta-feira, 10 de outubro de 2019, e será estendida até domingo. De acordo com Sérgio Gambim, CEO da iTag, a tecnologia foi instalada apenas para esta iniciativa, a princípio, já que a empresa ainda opera exclusivamente com códigos de barras em seu CD.

A loja tem 8.000 mercadorias em exposição – ou seja, 10% do total a ser disponibilizado para venda – todas com descontos de até 50%. São camisetas, camisas, acessórios, calçados, jaquetas, calças etc. A Privalia trabalha com 400 marcas, entre elas, Lacoste e Levi’s, que já utilizam RFID em suas etiquetas de produtos, tanto para controle de estoque como distribuição.

Sérgio Gambim, CEO da iTag
“Não será complicado operar com RFID para dentro da Privalia, mesmo depois da experiência da pop-up store, já que muitos de seus fornecedores já estão trabalhando com a tecnologia”, afirma Gambim, que aproveitou os descontos da loja e o evento de lançamento para fazer suas compras.

A loja física temporária da Privalia, chamada Casa Privalia, ficará aberta até domingo, dia 13 de outubro. Depois disso, só voltará a funcionar – em local indeterminado – se o sucesso das vendas desta iniciativa justificar uma nova investida omnichannel.

Smartrac lança etiqueta segura com NFC

Smartrac lança etiqueta segura com NFC
As novas tags foram testadas para fornecer autenticação criptografada e permitir que indivíduos criem acesso aos dados de um produto colecionável

3 de outubro de 2019
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Claire Swedberg

A Smartrac lançou novas tags de comunicação de campo próximo (NFC) Circus PRO e Circus PRO Flex que permitem transação segura e privada entre tag e leitor, enquanto os usuários criam uma interação individual com uma marca para rastrear o histórico de um item. A nova versão PRO da etiqueta Circus, explica a Smartrac, permite que os usuários acessem dados por meio de uma conexão NFC criptografada, tocando o celular na etiqueta. Um registro público ou privado de seus dados relacionados ao item marcado é então criado.

As duas novas etiquetas NFC de 13,56 MHz, compatíveis com o padrão ISO 14443, são as primeiras entre o que a Smartrac diz que será uma série de versões PRO de seus inlays e etiquetas NFC e RFID. As versões do NFC PRO empregam o IC (circuito integrado) do DNA NTAG 424 da NXP. Com o IC, as transmissões dos inlays podem ser criptografadas e fornecer autenticação segura.

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Smartrac Circus PRO Flex: inlay da nova tag NFC
A Smartrac, fabricante holandesa de inlays RFID, fornece produtos baseados em NFC desde que a tecnologia foi lançada, inicialmente disponível com dispositivos baseados em Android para ler tags para autenticação de marca, bem como para vários outros casos de uso. A empresa diz que agora, com o lançamento de dispositivos iOS que permitem o uso de NFC sem um aplicativo, as soluções estão à beira da implantação em larga escala.

“Em geral, o mercado aguarda o ponto de articulação do mercado de NFC, e acho que estamos à beira do que consideraria uma tempestade perfeita que poderia proporcionar essa elevação”, diz Hal Hikita, vice-presidente sênior de desenvolvimento de mercado de produtos da Smartrac.

A premissa básica, diz ele, é que a NFC oferece dois benefícios principais – experiência do cliente e autenticação do produto – e a Circus PRO é voltada para os dois aplicativos. As tags garantem que qualquer tentativa de leitura seja capturada e confirmada, e a resposta criptografada, além de permitir que fabricantes ou varejistas criem uma experiência digital na qual um usuário possa configurar um histórico do produto e seu uso, vinculado ao número de identificação exclusivo da tag NFC.

A Circus Pro utiliza os recursos de DNA NTAG 424 para proteção de segurança e privacidade com seu padrão avançado de criptografia AES-128. Também pode fornecer um recurso de mensagem Secure Unique NFC (SUN), pelo qual dados específicos seriam fornecidos apenas a um usuário único com base no ID do leitor, garantindo assim que os dados não possam ser interceptados clandestinamente.

RTLS beneficia a cerveja Budweiser Budvar

laire Swedberg

A Budweiser Budvar produz cerveja há dois séculos, com uma receita exclusiva. Atualmente, à medida que outros fabricantes abrem postos de engarrafamento em todo o mundo, a Budvar mantém sua tradição com o compromisso de produzir, engarrafar e enlatar sua cerveja em sua localização original em České Budějovice, na República Tcheca. A empresa diz que está usando a tecnologia do século XXI para tornar isso possível.

O guia turístico da Budweiser Budvar afirma que a cerveja da empresa é fabricada com água artesiana tão pura que pode ser consumida por um bebê. De fato, a cidade natal da instalação, conhecida como Budweis, é considerada um dos primeiros locais para cerveja, que remonta a Ottokar II, o antigo rei da Boêmia. Com isso em mente, a empresa vem expandindo e automatizando suas instalações para atender à crescente demanda mundial dos consumidores. A expansão inclui um novo site dedicado à logística, do outro lado da rua, a partir da estrutura existente, e uma passagem aérea para que o produto seja entregue por um sistema de transporte de monotrilho automatizado nessa rua, sem interromper o tráfego.

Para não confundir com a Budweiser da Anheuser-Busch, que é vendida nos Estados Unidos e no Brasil, a Budweiser Budvar tem sua própria receita
A automação tornou mais rápido o engarrafamento e o enlatamento de cerveja, informa a empresa, tornando mais eficiente a entrega para carregamento de veículos. A tecnologia do sistema de localização em tempo real (RTLS), no entanto, é o que garante que os pallets certos sejam apanhados e carregados nos transportadores e nos veículos. A solução da Sewio e Grupo ICZ aumentou a eficiência e a precisão, e também melhorou a utilização do armazém em 19%.

Com as âncoras RTLS UWB que rastreiam tags nas empilhadeiras, bem como as digitalizações de código de barras em cada pallet, a empresa pode localizar automaticamente cada pallet retornável conforme é recebido de volta pelos clientes e depois preparado para reutilização. Também pode rastrear cada pallet cheio de produto acabado, garantindo assim a precisão do recebimento e envio, reduzindo o estoque de pallets.

A Budweiser Budvar vende cerveja a clientes em 76 países. O nome “Budweiser” se traduz em inglês como “cerveja da Budweis”, e a empresa é a única fabricante de cerveja de propriedade do governo tcheco. Para não confundir com a Budweiser da Anheuser-Busch, que é vendida nos Estados Unidos e no Brasil, a Budweiser Budvar tem sua própria receita e não tem planos de engarrafar seu produto além de České Budějovice.

Martin Kormorny, gerente de distribuição principal da empresa, compartilhou sua experiência e ofereceu passeios por suas instalações como parte do Sewio Summit, que ocorreu em setembro de 2019.

A empresa de cerveja produz 1,6 hectolitros de cerveja anualmente, mas planeja aumentar sua capacidade de produção para 2 milhões de hectolitros. Kormorny diz que a venda de cerveja é sazonal, com um aumento nas vendas durante os meses de verão e no Natal. Isso, acrescenta, torna muito mais difícil atender à crescente demanda durante esses períodos.

A Budvar decidiu automatizar grande parte de suas operações, bem como expandir sua área de produção existente, construindo uma nova instalação de engarrafamento, armazenamento e expedição. “Pensando na capacidade”, diz Kormorny, “dividimos logística e produção” e, assim, liberamos mais espaço para os últimos. “Vinculamos firmemente produção e logística”, acrescenta, fisicamente, com um sistema de monotrilho aéreo e no software para garantir a integração dos dados entre as duas operações. A instalação de engarrafamento e logística está em construção há três anos e agora está operacional.

A Budweiser Budvar vende cerveja a clientes em 76 países
Os processos de engarrafamento e conserva são totalmente automatizados, assim como a entrega do produto acabado na área do armazém. As plataformas de software da Budvar incluem um sistema para gerenciar o fluxo de operações, juntamente com um sistema de gerenciamento de transporte e portões leves para monitorar as mercadorias que entram e saem do local, todas conectadas ao sistema de gerenciamento de armazém (WMS) e ao planejamento de recursos corporativos da empresa (ERP).

Os CLPs gerenciam os processos no local quando a cerveja flui para as garrafas, que são seladas, carregadas nos pallets e encaminhadas automaticamente para o armazém. A empresa usa um sistema de fluxo de material (MFS) da SSI Schafer para mover pallets vazios de o armazém para a área de engarrafamento e, em seguida, novamente, carregado com novo produto.

O ICZ Group fornece o software WMS que gerencia dados relacionados aos produtos que se deslocam por toda a instalação. A ICZ recomendou a solução RTLS para que a Budvar obtivesse dados de localização automatizados sobre cada pallet carregado e vazio, e a Budvar obteve o sistema da Sewio, uma empresa local de soluções de banda ultra larga (UWB). Com a solução Sewio, os dados de localização fluem para o software OSIRIS da ICZ, para que a gerência e os transportadores possam ver o que está acontecendo no armazém, confirmar quais pallets estão sendo recebidos ou carregados nos veículos e identificar erros antes da entrega.

Para alcançar esse objetivo, a empresa precisava de uma maneira de permitir que os funcionários selecionassem o produto certo do armazém quando entregassem pallets reutilizáveis ​​de volta ao sistema de produção, bem como quando carregassem pallets cheios nos veículos para o cliente. ordens. Todos os dias, aproximadamente 50 caminhões de cerveja são carregados no local.

A Budweiser Budvar usou a tecnologia UHF RFID no passado. O sistema consistia em leitores em empilhadeiras e etiquetas em pallets, bem como etiquetas fixadas no piso em zonas ou áreas específicas para identificar a localização de cada empilhadeira. No entanto, as antenas dos leitores eram frequentemente danificadas durante as operações, exigindo que os funcionários tivessem tempo para reparar o hardware e colocar os veículos fora de operação. Além disso, as empilhadeiras precisavam desacelerar para garantir leituras apropriadas das etiquetas. Os dados capturados também foram limitados, pois o sistema não rastreou onde uma empilhadeira estava localizada se ela se afastasse do intervalo de tags.

A empresa de cerveja produz 1,6 hectolitros de cerveja anualmente, mas planeja aumentar sua capacidade de produção para 2 milhões de hectolitros
A empresa precisava de uma solução RTLS que rastreasse os locais das empilhadeiras à medida que pegavam e entregavam pallets carregadas com produtos completos, bem como quando recebiam pallets vazias e garrafas recicladas. “Precisamos rastrear as empilhadeiras – e, para isso, precisamos de zonas dinâmicas”, diz Pavel Cizner, consultor da ICZ para o projeto. A empresa instalou 70 âncoras Sewio, suspensas no teto a uma altura de cerca de 6 metros, para criar zonas nas quais os pallets estavam localizados em uma área de 15.000 metros quadrados (161.000 pés quadrados). O sistema fornece precisão de localização em cerca de 30 centímetros (11,8 polegadas).

O software RTLS Studio da Sewio é executado em um servidor local e recebe todos os dados de localização das âncoras, de acordo com Tomas Kocan, líder da equipe de software da Sewio. O software encaminha a localização de cada empilhadeira para o software ICZ WMS da empresa. Enquanto isso, etiquetas de código de barras foram aplicadas a 20.000 pallets, para que cada uma possa ser identificada e vinculada exclusivamente aos produtos carregados nela.

Quando um pallet é carregado com o produto, um monotrilho o transporta para o armazém em um transportador. No momento em que o pallet é recolhido por uma empilhadeira, o número de série do código de barras é digitalizado por ZETES portão de luz. Ao mesmo tempo, como a empilhadeira está dentro do alcance do pallet concluído, o número de identificação da empilhadeira é vinculado ao pallet que foi digitalizado no software de gerenciamento de armazém.

Como a empilhadeira entrega o pallet para uma zona atribuída dentro do armazém, as âncoras capturam a posição do veículo e, assim, determinam para onde a empilhadeira vai ao depositar o pallet carregado em uma zona específica. Dessa forma, o sistema pode determinar exatamente onde cada pallet foi colocado.

Quando um pedido é recebido para um produto em um determinado pallet, o software WMS da Budvar identifica a localização do produto e, em seguida, a atribuição é enviada ao operador do armazém sobre o que precisa ser retirado e o local em que está localizado. Quando a empilhadeira pega esse produto, o software Sewio confirma que o veículo está recuperando o produto correto ou pode emitir um alerta se um erro estiver sendo cometido.

O sistema também trabalha com pallets vazios recebidos dos clientes. “É igualmente importante para nós monitorar o estoque de embalagens retornáveis ​​on-line, com vistas ao planejamento da produção”, afirma Kormorny. À medida que os pallets vazios são recebidos, o scanner ZETES lê o código de barras do pallet e os dados são recebidos no WMS. A empilhadeira que pega o pallet é identificada com base em sua localização na entrada, e a solução rastreia onde o pallet é empilhado para limpeza e reutilização.

Ao rastrear esses dados, a empresa garante que os vazios estejam sendo usados, que os níveis de estoque de pallets sejam adequados e que o pallet certo seja entregue à cervejaria para reabastecimento do produto. Sewio relata que a solução RTLS tem um tempo de trabalho de 99%, enquanto o sistema passivo de RFID operava apenas 80% do tempo necessário. A solução RTLS agora é escalável, permitindo que a Budvar adicione zonas virtuais ao sistema existente a qualquer momento.

Com a tecnologia instalada, diz Kormorny, a Budweiser Budvar pode fazer mais para aumentar sua produtividade. Por exemplo, ele acrescenta: “O software pode avaliar com precisão a OEE [eficácia geral] de cada operação, incluindo o tempo de espera e de condução de cada empilhadeira, a rota de cada uma delas, locais de tráfego intenso e outros dados importantes que podemos usar para otimizar ainda mais o processo”.

Depois de ter esses dados, a empresa pretende começar a pagar aos funcionários com base em sua produtividade. A análise de dados também permitirá à empresa considerar as taxas de erro humano ou medir a carga de trabalho de cada funcionário.